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Há 27 anos, Collor assinava acordo para uso pacífico de energia nuclear

Política atômica comum entre os países teve início com tratado firmado em 28 de novembro de 1990, em Foz do Iguaçu

Fonte: Gazetaweb

Há 27 anos, Brasil e Argentina anunciavam posição de política atômica comum, abrindo caminho para o uso de energia nuclear com fins exclusivamente pacíficos. Firmado em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 28 de novembro de 1990, o compromisso entre os presidentes brasileiro e argentino, Fernando Collor e Carlos Menem, antecedeu vários outros entendimentos, visitas mútuas e tratados conjuntos celebrados entre os países vizinhos.

Um ano depois, Collor assinou o Acordo Brasil-Argentina para o uso exclusivamente pacífico da energia nuclear, vedando a produção de armas químicas e biológicas. A assinatura foi no dia 18 de junho de 1991. E, no mesmo ano, em 13 de dezembro, o presidente brasileiro também assinou o Acordo Quadripartite com a Argentina, também envolvendo a Agência de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc), e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

Ao revisitar o passado e constatar a importância histórica de tais fatos, o senador Collor, que preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no Senado da República, qualifica os atos formalizados com a Argentina como marcantes. "Tanto no processo de afirmação internacional de nosso País, quanto no desenvolvimento do clima de confiança, que possibilitaria a aproximação com a Argentina e a própria fundação do Mercosul". 

No plano regional, Collor relembra que persistia a rivalidade histórica entre o Brasil e a Argentina, os países mais extensos e as principais economias da América do Sul. Embora não houvesse confrontação ideológica, a rivalidade era enraizada e as duas nações se olhavam com inegável desconfiança.

"O Brasil, por seus líderes políticos, seus diplomatas, seus empresários, percebia o perigo do isolamento no cenário que se delineava. Percebia, também, a necessidade de caminhar para a integração regional, ampliar mercados, facilitar a circulação dos fatores econômicos e assim multiplicar seu potencial. Nascia a ideia de criação de um mercado comum, o Mercosul, cujo instrumento fundador, o Tratado de Assunção, tive a oportunidade de firmar em 1991", relembra Collor.

Serra do Cachimbo

Antes de consolidar o acordo entre Brasil e Argentina, o presidente Collor tomou a decisão de mandar fechar o poço na Serra do Cachimbo, no Pará. Aberto pela Força Aérea Brasileira, o poço tinha quase dois metros de diâmetro e um quilômetro de profundidade. O local seria utilizado para testes nucleares secretos. O presidente foi até lá e jogou nele uma pá de cal. O ato simbólico sinalizou para o mundo a linha do governo, reforçando o compromisso anunciado por Collor de explorar a energia nuclear para fins pacíficos.

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